II. Segunda Viagem Missionária
A chegada do Evangelho a Filipos não aconteceu por acaso. Deus dirigiu o
itinerário missionário, abriu caminhos na Macedônia e transformou perseguição
em oportunidade para revelar seu poder.
Idas e Vindas
Depois da separação de Barnabé, Paulo seguiu viagem acompanhado por Silas,
Timóteo e Lucas. Em determinado momento, o Espírito impediu a equipe de seguir
para algumas regiões, até que Paulo recebeu em Trôade a visão que os direcionou
à Macedônia.
A missão não avançou apenas por planejamento humano; o itinerário foi sendo
conduzido pela direção de Deus.
De Trôade, os missionários seguiram por Samotrácia e Neápolis, alcançando
Filipos pela Via Egnatia e iniciando ali uma nova frente missionária.
(At 15.40,41; 16.1,6-12)
Um Início Tímido, com Perseguição
Em Filipos não havia a mesma presença judaica encontrada em outras cidades.
Paulo e seus companheiros encontraram mulheres reunidas junto ao rio, entre
elas Lídia, que recebeu a mensagem do Evangelho.
A obra começou de forma simples, mas logo enfrentou oposição quando interesses
econômicos foram atingidos pela libertação de uma jovem explorada por seus donos.
A reação resultou em acusações, humilhação pública, açoites e prisão dos
missionários.
(At 16.13-15,18-24)
Um Grande Terremoto
Mesmo feridos e presos, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus à
meia-noite. Então, um grande terremoto abalou o cárcere, abriu as portas e
soltou as correntes dos presos.
A alegria dos missionários não dependia das circunstâncias; ela permanecia
firmada em Deus mesmo em meio à dor.
O episódio mostra que a verdadeira adoração não ignora o sofrimento, mas
reconhece a soberania de Deus dentro dele.
(At 16.25,26)