“E disse Sarai a Abrão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.”
(Gn 16.2)
Lição 03 – EBD Slide – Subsídio Completo
A impaciência é antagônica à fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.
Deus prometeu a Abrão um filho de suas entranhas, nascido de Sarai. Mas o tempo passava e a promessa não se cumpria. Observando a idade avançada e a esterilidade, Sarai sugeriu que Abrão se unisse a Agar, sua serva egípcia. A impaciência tornou-se maior que a fé. Muitas vezes, Deus usa o tempo e a espera para forjar nosso caráter.
(Gn 15.2-4; Gn 16.1,2)
Abrão estava sendo pressionado pela coação da esposa e do tempo. Quando deixamos que a ansiedade e a impaciência tomem o primeiro lugar em nosso coração, nossa fé sucumbe e cometemos muitos erros. Devemos seguir o conselho do salmista: “Esperei com paciência no Senhor”.
(Sl 40.1)
Agar aceitou prontamente a proposta e engravidou. Parecia que o plano era perfeito, mas logo Agar se levantou contra sua senhora, zombando e menosprezando-a. O erro de Sarai trouxe para seu lar desprezo, zombaria, tristeza e dor. As consequências do ato precipitado se manifestaram rapidamente.
(Gn 16.4,5)
Quando agimos pela impaciência, colhemos confusão, conflito e sofrimento.
Não tardou para as consequências se manifestarem. Agar, a serva egípcia, comportou-se como competidora fria e ingrata. Em sua altivez, passou a desprezar sua senhora, causando malestar e trazendo confusão para o clã. A competição e a soberba destruíram a paz do lar.
(Gn 16.4-6)
Agar não se considerava mais serva, mas adversária. Sarai cobra de Abrão uma resposta imediata. Abrão responde: “Tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos”. Sarai a afligiu, e Agar fugiu. Grávida, sem experiência, sem comida, sem água, solitária e errante pelo deserto.
(Gn 16.6)
Deus é justo, fiel e amoroso. Ele ouve, vê e responde ao aflito. O Anjo do Senhor encontrou Agar no deserto, junto a uma fonte. Disse-lhe: “Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos”. Às vezes, é preciso retornar, humilhar-se, pedir perdão e esperar que Deus aja.
(Gn 16.7-9)
Todos que são dominados pela impaciência sofrem consequências ruins.
O anjo declarou que o menino deveria ter o nome de Ismael, “Deus ouviu”. Agar parecia abandonada e perdida, mas Deus se fez presente no deserto. Viu e ouviu sua dor. O Eterno agiu em seu favor. Nenhum coração aflito passa despercebido aos olhos de Deus.
(Gn 16.7-11)
Abrão teve seu primeiro filho com Agar aos 86 anos. Deu-lhe o nome de Ismael. Mas aquele não era o filho que Deus lhe prometera. Nada foge aos cuidados de Deus. Ele já havia determinado o momento em que Isaque viria ao mundo. Abrão e Sarai não poderiam fazer nada, apenas aguardar.
(Gn 16.16)
Quando Sarai tratou severamente Agar, esta fugiu pelo deserto. Quem ajudaria uma serva estrangeira e sozinha? Contudo, Deus se revelou a Agar, mostrando que nenhum coração aflito passa despercebido. O Senhor vela pelos que sofrem e responde em tempos difíceis.
(Gn 16.6; Fp 4.6,7)
Deus fez de Ismael uma grande nação. Aprendemos que Deus governa a história, pois é soberano. Os eventos acontecem conforme Ele permite e intervém diretamente para realizar seus propósitos. Nada escapa ao controle divino.
(Gn 16.10-12)
Nos momentos difíceis, precisamos orar e confiar em Deus, experimentando de sua paz, obtendo de sua força e recebendo sua misericórdia, graça e ajuda. O Deus soberano, em seu infinito amor, há de nos acolher. A impaciência nos afasta de sua vontade; a espera nos aproxima de suas promessas.
Abrão e Sarai tentaram ajudar Deus. A impaciência os levou a agir por conta própria, gerando conflito e sofrimento.
Conflito familiar, fuga de Agar, desprezo e zombaria. Agir sem direção divina traz sofrimento inevitável.
Deus ouve, vê e cuida. Governa a história e cumpre suas promessas no tempo certo, não no nosso.