A mente de Cristo
Paulo conclama os crentes a terem o mesmo sentimento de Cristo: humildade, serviço e obediência. Assumir a mente de Jesus é renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver integralmente para a glória de Deus.
Sinopse · Teologia Sistemática
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9)
Texto Áureo · EBD Slide
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
Seção 1
Paulo conclama os crentes a terem o mesmo sentimento de Cristo: humildade, serviço e obediência. Assumir a mente de Jesus é renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver integralmente para a glória de Deus.
Sendo em forma de Deus, Cristo não se agarrou aos seus direitos divinos, mas esvaziou-se, tomando a forma de servo. Ele não perdeu sua divindade, mas abriu mão da manifestação visível da glória que desfrutava junto ao Pai desde a eternidade.
Achado em forma humana, Jesus humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz. Como segundo Adão, sua obediência perfeita substitui a desobediência do primeiro, tornando-se base da nossa justificação e salvação.
Seção 2
A cruz de Cristo supera o antigo sacerdócio, estabelece um sacrifício único e manifesta a substituição vicária em nosso favor.
Limites do sacerdócio levítico: Sacrifícios anuais com sangue de animais revelavam a incapacidade de remover o pecado. O sumo sacerdote terreno e o santuário eram apenas figuras do verdadeiro Sumo Sacerdote, que entrou no céu com o seu próprio sangue.
Sacrifício único e suficiente: Cristo se ofereceu uma só vez para tirar os pecados de muitos. Sua morte é definitiva, perfeita e suficiente; não há necessidade de repetição, pois a obra da cruz é completa e eterna.
Substituição vicária: Na cruz, Jesus toma o lugar do pecador, suportando a pena que nos era devida. Ele se manifesta, na consumação dos séculos, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo, cumprindo de forma perfeita a justiça de Deus.
O Calvário é a prova máxima do amor divino e da eficácia do sacrifício de Cristo: uma oferta única, eterna e plenamente suficiente para a nossa salvação.
Seção 3
Após sua humilhação, Deus exaltou soberanamente a Cristo, elevando-o à posição suprema. Ele está assentado à destra do Pai, lugar de honra e autoridade, de onde reina e intercede continuamente pelos seus.
Cristo recebeu um nome que está acima de todo nome. Nenhuma autoridade, visível ou invisível, se compara à sua. Seu nome é fonte real de autoridade espiritual e foi confiado à Igreja para proclamar o Evangelho e enfrentar as forças do mal.
Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Ele aparecerá segunda vez, sem relação com o pecado, para salvar os que o esperam, manifestando sua soberania total em glória e juízo.