“Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”
(Fp 3.14)
LIÇÃO 7 – EBD SLIDE | O ALVO SUPREMO: CONHECER A CRISTO
O andar pela fé consiste em prosseguir firmemente, sem retroceder,
aguardando a volta de Cristo, quando nossos corpos serão transformados
e teremos acesso à cidade celestial.
Paulo reconhece que ainda não havia alcançado a plenitude do conhecimento
de Cristo nem a perfeição futura que será concretizada na glorificação.
A maturidade espiritual começa quando reconhecemos que ainda temos
muito a crescer e muito a aprender na caminhada com Deus.
A verdadeira graça não produz acomodação, mas gera desejo por mais graça,
mais santidade e maior conhecimento de Cristo.
(Fp 3.10-12)
Paulo compreendia que o futuro glorioso pertence àqueles que perseveram
e continuam avançando na direção do alvo.
Deus pode restaurar quem falha, mas a jornada cristã exige disposição
para não desistir.
Quem se arrepende, retorna aos pés de Cristo e recebe força para continuar
pode seguir adiante mesmo depois de momentos de fraqueza.
(Fp 3.12; Is 40.31)
A metáfora da corrida mostra que ainda existe caminho pela frente
e que o cristão não deve considerar sua jornada espiritual concluída antes do fim.
O perigo da acomodação espiritual começa quando alguém deixa de orar,
ler a Palavra, consagrar-se e crescer por imaginar que já chegou longe o suficiente.
O discípulo continua avançando porque seu objetivo não é apenas começar bem,
mas completar fielmente a carreira.
(Fp 3.13,14; Os 6.3)
Paulo concentra toda a sua energia no objetivo mais importante:
continuar avançando em direção a Cristo e ao prêmio da soberana vocação.
Paulo ensina que aquilo que ficou para trás não deve controlar
os passos de quem está avançando para o futuro em Cristo.
O passado não pode se tornar uma prisão que impeça o cristão
de continuar caminhando na direção do propósito de Deus.
Experiências pessoais, culturais ou familiares precisam ser colocadas
no lugar correto para que não roubem a força necessária para prosseguir.
(Fp 3.13)
O avanço de Paulo não tinha como objetivo sucesso terreno,
prestígio pessoal ou realização material.
Seu alvo era espiritual e escatológico: ser achado em Cristo
e alcançar a plenitude da salvação.
A caminhada cristã não aponta para o “topo” deste mundo,
mas para a eternidade com Cristo.
(Fp 3.13,14)
O prêmio da soberana vocação representa o destino final de quem
mantém os olhos no Céu e persevera até o fim.
O cristão corre melhor quando sabe onde quer chegar e mantém
seus olhos fixos no alvo.
Distrações podem comprometer a caminhada; por isso, a vida espiritual
exige desejos santos, disciplina e preparação constante.
(Fp 3.14)
A perseverança cristã nasce quando o passado deixa de governar,
as distrações perdem força e Cristo permanece como o objetivo central da caminhada.
Paulo chama os filipenses a viverem de forma coerente com aquilo
que já haviam aprendido e alcançado em sua caminhada espiritual.
A vida cristã exige unidade entre comportamento exterior e disposição interior.
Andar dignamente significa permitir que atitudes e sentimentos
sejam moldados pelo mesmo padrão de Cristo.
(Fp 3.16,17; 2.5; Ef 4.1)
Em uma cidade orgulhosa de sua cidadania romana, Paulo lembra aos cristãos
que sua identidade mais importante era celestial.
Saber que pertencemos à cidade celestial muda a forma como pensamos,
escolhemos prioridades e interpretamos nossa passagem por este mundo.
O cristão vive como peregrino aqui porque sua pátria definitiva
está na presença de Deus.
(Fp 3.20)
Paulo aponta para a volta de Cristo e para a transformação futura
dos corpos dos salvos em corpos gloriosos.
O sofrimento presente não é o fim da história; o futuro do povo de Deus
é marcado por glorificação, vitória e esperança.
Jesus é o verdadeiro Senhor do universo e possui poder para sujeitar
todas as coisas e completar plenamente a obra da salvação.
(Fp 3.20,21)
Conhecer a Cristo é uma jornada que exige humildade para reconhecer
que ainda não chegamos, coragem para deixar o passado no lugar certo,
perseverança para continuar avançando e esperança para manter os olhos
na cidadania celestial e na glorificação futura.
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