“E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava.”
(Gn 26.12)
Lição 08 – EBD Slide – Subsídio Completo
Deus abençoou Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando Deus age e direciona, ninguém pode impedir a nossa prosperidade.
Assim como Abraão, Isaque enfrentou uma severa fome na terra. A lógica humana o impulsionava a descer ao Egito em busca de provisão, repetindo os passos do pai. Contudo, Deus lhe apareceu e ordenou que habitasse em Gerar, terra dos filisteus. A Palavra nos ensina que podemos fazer planos, mas a resposta certa vem sempre do Senhor. A obediência à direção de Deus é a garantia da nossa provisão.
(Gn 26.1,2,6; Pv 16.1)
Deus repetiu e confirmou a Isaque o mesmo pacto feito com Abraão. O Senhor cumpre todas as Suas promessas, independentemente do tempo ou das circunstâncias. Muitas vezes, crentes se frustram por acreditarem em ilusões do próprio coração ou em falsas profecias. Mas quando é o próprio Deus quem fala e promete, a realização é uma certeza inabalável.
(Gn 26.4-6; Jr 17.9)
Temendo por sua vida devido à beleza de Rebeca, Isaque cometeu o mesmo erro de seu pai: mentiu dizendo que ela era sua irmã. O rei Abimeleque logo descobriu a farsa. Mentir é pecado e sempre traz consequências e vergonha. Como novas criaturas em Cristo, somos chamados a romper com os padrões de falsidade e viver na verdade, pois o Diabo é o pai da mentira.
(Gn 26.7-11; Jo 8.44)
A prosperidade dada por Deus frequentemente desperta a oposição do mundo, exigindo do cristão sabedoria e mansidão.
Isaque prosperou tanto que os filisteus o invejaram. Dominados pela cobiça, atacaram seu sustento entulhando os poços que ele cavava. Encontrar água naquela região árida era tão valioso quanto encontrar petróleo hoje. A inveja é uma obra da carne descrita como “podridão dos ossos”, capaz de gerar ações extremamente destrutivas.
(Gn 26.14,15; Pv 14.30)
Protegido por Deus, Isaque não podia ser detido. Ao cavar poços, enfrentou disputas. O primeiro chamou Eseque (contenda); o segundo, Sitna (inimizade). Sem desistir, cavou um terceiro, onde não houve briga, e o chamou Reobote (alargamento), reconhecendo que o Senhor havia aberto espaço para ele prosperar na terra.
(Gn 26.19-22)
Diante da maldade, Isaque agiu com mansidão e diplomacia. Ele abriu mão de direitos adquiridos com esforço para evitar confrontos. O cristão maduro entende que a paz e a saúde mental da família não têm preço. Como Paulo orienta: “se for possível, tende paz com todos os homens”. Isaque preferiu recuar e confiar na provisão divina a viver em guerra.
(Gn 26.18; Rm 12.18)
Abrir mão de um direito para manter a paz não é fraqueza, é confiar que Deus é a nossa verdadeira fonte inesgotável.
Deus apareceu a Isaque e lhe fez três promessas: “Não temas”, “Abençoar-te-ei” e “Multiplicarei a tua semente”. O Senhor garantiu que a bênção o alcançaria por amor a Abraão e a ele mesmo. Hoje, muitos filhos colhem as bênçãos plantadas pela fidelidade de seus pais, pois a misericórdia de Deus alcança mil gerações.
(Gn 26.24; Dt 7.9)
Os mesmos filisteus que entulharam os poços e expulsaram Isaque tiveram que recuar diante do evidente favor divino. O rei Abimeleque procurou Isaque e confessou: “Vimos, na verdade, que o Senhor é contigo”. A postura pacífica de Isaque resultou em um pacto de paz com seus opositores.
(Gn 26.28)
No mesmo dia em que o pacto de paz foi firmado com Abimeleque, os servos de Isaque trouxeram uma excelente notícia: haviam achado água em um novo poço. Isaque o chamou de Seba (Juramento), dando origem ao nome da cidade de Berseba. A água jorrou como um selo da aprovação de Deus sobre a vida de um homem que escolheu a paz em vez da contenda.
(Gn 26.32,33)
Quando Deus decide abençoar, até mesmo os opositores são forçados a reconhecer a presença divina em nossa vida. A verdadeira prosperidade não está na ausência de lutas, mas na presença constante do Senhor em meio a elas.
Na crise, Isaque ouviu a voz de Deus. A obediência à direção divina é o que garante a nossa provisão e segurança.
Diante da inveja e da contenda, Isaque escolheu a paz. Abrir mão de direitos muitas vezes abre espaço para o “Reobote” de Deus.
Deus confirmou a aliança, e a bênção foi tão evidente que até os inimigos reconheceram e buscaram aliança com Isaque.